Para ilustrar um pouco sobre isso, lemos o primeiro capítulo do livro de Hakim Bey, TAZ (Zona Autônoma Temporária) que começa falando sobre a pirataria do século XVIII e acaba caindo na discussão sobre a liberdade. Liberdade.. Foi aí que compreendi o porque de ter achado difícil entender o termo TAZ, que segundo o próprio autor, não pode ser definido porque se assim for, perde o sentido de sua existência. O que me parece é que no texto é sugerida a ideia de que haja essa zona, similar à pirataria do século XVIII, onde pessoas vivem voluntariamente em um determinado lugar (ou contexto?), sem uma hierarquia definida (por isso autônoma), sem um período de duração determinado e que cada pessoa é responsável por sua liberdade. Pode ser isso. Ou não. E aí que talvez esteja o sentido da coisa. O que é ser livre? É impossível definir. Porque a partir do momento que se define, se cria uma amarra. E assim, a liberdade vai pelo ralo e o paradoxo se concretiza. Ou não....
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