quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aula 3 - Colocando a mão na massa

Bolinho de chuva como aqueles que minha vó fazia, não existe! Quisera eu ter aprendido a receita. Mas eu era pequena demais para usar o fogão e fritar os bolinhos. Toda vez que eu acompanhava a preparação daqueles quitutes, ela ia me explicando, passo a passo a receita. Eu bem que tentava anotar, mas tava tão preocupada em prestar atenção em tudo que acabava deixando o caderninho de lado.
Hoje a vó não está mais por essas bandas e minha memória não ajuda a lembrar dos detalhes. Mas se eu quiser buscar rapidamente uma receita de bolinho de chuva, em dois ou três cliques é possível. Facilidades da tecnologia.

Hoje falamos sobre a oralidade na comunicação. Antigamente, as histórias eram conhecidas apenas através da fala. Quem soubesse, tinha que passar adiante para aquilo não se perder. Pena, pois muitas línguas não existem mais por falta de registro. Ao longo dos tempos, com o advento da escrita, com o surgimento do rádio e da tv, mas principalmetne com a internet, é muito fácil disseminar o conhecimento. Agora, por exemplo, o professor conecta o notebook, coloca o conteúdo no data show e todos, ao mesmo tempo, podem aprender. E o desafio pra turma hoje foi o photoshop.

A ideia de ter esse acesso rápido a qualquer coisa de fato é fantástico. Mas por vezes, faz a gente não conseguir parar um tempo nesse turbilhão de dados e ouvir uma boa história, um bom conto, uma boa receita. Aliás, só pra constar, eu já testei várias receitas de bolinhos de chuva. Mas nenhuma chegou aos pés daquela da minha vó.

Minha "super " produção em aula


E um vídeo bem legal sobre como cozinhar com o photoshop:

http://vimeo.com/9338549

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Aula 2 - Já temos trabalho!

Bueno, segunda aula de Tecnologia em Comunicação Social e já temos trabalho! O primeiro foi este blog. O segundo, começa agora: um breve comentário a respeito do texto A Comunicação como um Ato Tecnologicamente Mediado.

Esse texto me lembrou uma conversa que tive recentemente com uma professora de inglês. Ela dá aulas em uma escola há uns cinco anos e em 2010 ganhou uma bolsa de estudos em Londres. A premiação foi dada por ter ficado em segundo lugar do Brasil entre quase mil educadores da língua inglesa. Perguntei a ela qual era o segredo de ter se tornado, em tão pouco tempo, uma boa professora. Ela me disse o seguinte: "Antes de mais nada, pra qualquer coisa na vida, tu tem que gostar do que faz. E segundo, um professor tem que ter domínio da técnica para poder passar aos alunos o que realmente interessa."
Creio que a palavra chave do texto dado em aula é exatamente essa: técnica. Encontramos a técnica em qualquer ação, mesmo que primitiva. Ou vocês não têm um "jeitinho especial" para abrir o pote de pepino em conserva? Falando sério, qualquer ação realizada pelo homem contém uma técnica, que é responsável pela forma como a mensagem é passada e absorvida. Em uma entevista, por exemplo, as maneiras de se tratar o entrevistado são inúmeras. Cada uma delas tem um resultado diferente, dando um sentido que se molda conforme o contexto.
E assim funciona em uma conversa, em uma reportagem, na sala de aula. O objeto de estudo pode ser o mesmo, mas a forma como ele é passado é um diferencial.